terça-feira, 13 de setembro de 2011

Poema Insosso

Não falo

Ou verso

Só em impotências

Também sei

Ou penso

Sobre aparências

Assim, consigo,

sem esforço,

escrever um poema insosso

domingo, 11 de setembro de 2011

Bu!

Não tenho mais paciência pra mim.

Não tenho mais ciência de mim.


Não tenho e não permito meu coração

esboçar sequer saudade de quem me ama

ou de quem me recordo.


Acordo com todas as possibilidades de vida

gritandome ao pé do ouvido

como o apito insano desse maldito trem

que me atravessa.


(e desisto)


Me corta e reparte em mil pixels

de sangue coagulado e negro,

fragmentando meus desejos

e manchando no muro pardo da cidade de cristal

o único nome que nunca assinei,

e pelo qual nunca fui chamado.


Vida.

Fervendo e reverberando, no tempo mudando,

no vento cantando, na vida convalescente.

Vida, verve, verme;

Vermelho e degredo,

Segredo e obscuro.


Linha reta que alumeia e nocauteia.

sábado, 10 de setembro de 2011

Youngueana


Tamo zen demais, minha gente.
Vamo sacudir isso um pouco
Senão nossa sombra vai ficar entediada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Villa Miseria: Micro Revista de Literatura de distribución gratuita - Villa María/Córdoba/Argentina-

--------------VILLA MISERIA--------------

Editores : Cristian Garcia Pereyra - Mauro Guzmán

La literatura anda por los bares, los kioscos, las veredas.

Hay que atraparla. Villa Miseria reune a escritores del ámbito local,
regional y nacional, los que no son nombrados,
los que no son Best-Sellers,
los que tienen todavía tanto por decir, que gritan sus versos
en papel.

Villa Miseria-----------------El leer es perjudicial para la salud.


Amigos verdadistas: os que se animarem a escrever em espanhol, podem enviar contribuições à revista.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saudade, substantivo feminino

Poema escrito por Camila Fonseca

Saudade, substantivo feminino by edmoneto

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lição de estoicismo

Mamãe disse que vovó tá dodói.
Eu nem chorei.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

3 em contos

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Liber tarde

O momento não é importante.
O que fica é o calor dos olhos parado atrás dos seus.
O dia corre mesmo com o relógio quebrado,
Mas a missa não é celebrada sem o badalar dos sinos.

Fica o cheiro da criança.
Fica o choro do primeiro dia.
O gozo da primeira transa jamais é esquecido,
Mesmo se a última carta foi escrita à faca.

O que importa são os abraços.
O mundo delira sem os delírios da carne.
Os homens se punem com açoites no banheiro,
Mas o tempo sai da aurora encostado noutro peito.

O agora nem sequer existe.
Legal é a crista da onda que não sabe onde nasceu,
Mas tem idéia de onde irá dormir.
O surfista costura a carne da água
E o halterofilista exala pedras de granizo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O resto não existiu (fragmento)

Uma senhora se senta na cozinha de sua casa e escreve, com letra insegura, em um caderninho que intitula de diário. Anos depois esse mesmo caderno será manuseado por seu neto e este, entre maravilhado e nostálgico, tenta compreender os motivos por que sua avó escreveu certas passagens de sua vida e omitiu outras que ele conhece de ouvir falar. Mais: pensa como ele pode reunir todos os fragmentos de vida que estão ali descritos e deles fazer algo.

Seu maior desafio: o material de que dispõe é muito diáfano e muito disperso. A avó trata de fatos distantes no tempo e aos quais esse neto esteve ausente porque nem sequer habitava este mundo. Como conhecerá ele o resto? Que será o resto? O resto não existiu. Essa é a premissa que rege seu trabalho. E uma vez que o resto não existiu, ele pode ser criado ou imaginado.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A maré


amar é um suicídio
que se pratica
a dois.