A cada corte do vento,
O não sentir.
A mão sobre o fogo,
Falta reflexo.
Corpo, suspenso,
Sendo sem sensação.
Apenas,
Passando...
Passando...
Passando...
Uma fina camada separa,
divisao imperceptivelmente imposta.
Distantes, nunca se tocam.
O baile da divergência é formado.
Elegante, a dança conquista
com a simpatia da aparência.
O movimento é calculado,
o espetaculo tem hora , tudo minuciosamente ensaiado.
Ao final a unidade fina traga o individual com prazer infante.
Não houve luta, não houve vaia.
A fina camada triunfa
Findada a taça,
cada o corpo perde o norte.
Mais tarde,
lençóis remexidos.
Mana-noite recebe o novo-antigo membro...
Insônia o persegue...
Remorsos vagos e (des)conhecidos consomem.
Não falo
Ou verso
Só em impotências
Também sei
Ou penso
Sobre aparências
Assim, consigo,
sem esforço,
escrever um poema insosso