Mostrando postagens com marcador Raul Furiatti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raul Furiatti. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EDUCAME


Mata meu filho.
Mata meu corpo.
Mata o amor.
Mata o sabor
Da carne de porco.
Matame um pouco.
Dorme em meu seio.
Suga meu néctar.
Me puxa o cabelo
E me chama de tua.
Deixame nua
E matame um pouco.
Deita em meu corpo;
Matame pouco.
Chorame torto
Sem pena ou desgosto.
Como minha boca
E chupame toda.
Ama minha alma
Meu erro e meu gosto.
Beija meu rosto
Minha testa e me cheira.
Me leva em teu peito
E rompe minha veia.
Sou tua e em ti.
Me entenda e me queira.
Apenas me aceite
Sem pergunta ou vírgula.
Sentame e me bebe
Meu cuspe e meu leite.

Saudade
Veja a verde mata
montanhosa e nossa
nascendo por detrás do orvalho.
Sinto tua pele dissolvendo
meu corpo e transgredindo
em minha alma natural e úmida.
Percebo o cheiro de mato
arrancando meus olhos donada
e mirando minhas fuças
no mentolado de teus beijos,
e no rebolado de teus quadris.
(Bebo um café para administrar o intelecto
e componho alguns versos para suportarme
semti.)

domingo, 11 de setembro de 2011

Bu!

Não tenho mais paciência pra mim.

Não tenho mais ciência de mim.


Não tenho e não permito meu coração

esboçar sequer saudade de quem me ama

ou de quem me recordo.


Acordo com todas as possibilidades de vida

gritandome ao pé do ouvido

como o apito insano desse maldito trem

que me atravessa.


(e desisto)


Me corta e reparte em mil pixels

de sangue coagulado e negro,

fragmentando meus desejos

e manchando no muro pardo da cidade de cristal

o único nome que nunca assinei,

e pelo qual nunca fui chamado.


Vida.

Fervendo e reverberando, no tempo mudando,

no vento cantando, na vida convalescente.

Vida, verve, verme;

Vermelho e degredo,

Segredo e obscuro.


Linha reta que alumeia e nocauteia.