ferida inexistente,
sentida no verso.
Vivo intensamente,
de modo(in)verso.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Dia a dia
cotidianamente,
quotidianamente:
estranhe-se,
outre-se,
deixe-se levar.
cotidianamente,
quotidianamente.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Copa das manifestações
às
ruas como às armas das câmeras ao face –
curtir, or not
curtir that is the what?
a
Copa nas ruas é o acontecimento religioso da raça.
porém
há luta na terra de gols & fardas –
os
colhões nas pontas das chuteiras e dos cassetetes,
vivas
à pedagogia nascimento:
pede
pra sair/traz o saco/põe na conta do blatter!
macunaíma
tomado por uma consciência participante –
revolução
caraíba pintada no matriarcado de Pindorama! –
vamos
todos juntos
contra
quaisquer preconceituosas catequeses
contra
quaisquer bandeiras cujas cores enferrujaram
contra
balbúrdias e fanatismos
contra
pedras e perdas
contra
contras de boutique boinas máscaras e cartazes em branco
selva
à seleção.
o
gigante acordou –
tabu
em totem –
a
nossa independência ainda não foi promulgada
antes
de os políticos descobrirem o Brasil,
o
Brasil tinha descoberto a felicidade;
bom
selvagem
não
picha
não
destrói público patrimônio
vai
a estádio e não vaia
senta-se
em lugar numerado
ouve
fossa nova há séculos
come
pimenta pelos olhos em spray –
caboclos
tentando ser ingleses –
manifesta
mãos à festa
manifestassalto
mãos ao alto
micareta Pindorama!
só
o FUTEBOL nos une(?)
socialmente.
economicamente.
filosoficamente.
a
bola sem arcaísmos, sem erudição.
natural
e neológica. como jogamos. como somos.
às
ruas como às burocracias dos celulares ao face –
curtir, or not
curtir this is not the issue!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
O gato e o muro
no muro,o gato está.
dono de seu talento
na rua, o olho está.
espreita cada individuo.
na caixa,dormir,o gato foi.
em rua,visto se é.
ruas raias
nuas caixas
muro,o alto.
gato,o belo
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Renúncia
A cada corte do vento,
O não sentir.
A mão sobre o fogo,
Falta reflexo.
Corpo, suspenso,
Sendo sem sensação.
Apenas,
Passando...
Passando...
Passando...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Autoficção ou a literatura do mim
pô!
tô com a unha do dedo do pé esquerdo
encravada!
(ainda bem que não tenho twitter!)
Nirvana
e a certeza óbvia aos homens.
morte é não-desejo.
que se faça do medo silêncio
por fim
eternidade.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Fundo
ao fundo
música de guitarra e estardalhaço
gostoso
o telefone toca
repartição pública
do caralho
mais um verso
amassado
na burocracia da tarde.
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