terça-feira, 30 de julho de 2013

Dia a dia



cotidianamente,
quotidianamente:

estranhe-se,
outre-se,
deixe-se levar.

cotidianamente,
quotidianamente.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Copa das manifestações


às ruas como às armas das câmeras ao face –
curtir, or not curtir that is the what?

a Copa nas ruas é o acontecimento religioso da raça.
porém há luta na terra de gols & fardas –
os colhões nas pontas das chuteiras e dos cassetetes,
vivas à pedagogia nascimento:
pede pra sair/traz o saco/põe na conta do blatter!

macunaíma tomado por uma consciência participante –
revolução caraíba pintada no matriarcado de Pindorama! –
vamos todos juntos
contra quaisquer preconceituosas catequeses
contra quaisquer bandeiras cujas cores enferrujaram
contra balbúrdias e fanatismos
contra pedras e perdas
contra contras de boutique boinas máscaras e cartazes em branco
selva à seleção.

o gigante acordou –
tabu em totem –
a nossa independência ainda não foi promulgada
antes de os políticos descobrirem o Brasil,
o Brasil tinha descoberto a felicidade;

bom selvagem
não picha
não destrói público patrimônio
vai a estádio e não vaia
senta-se em lugar numerado
ouve fossa nova há séculos
come pimenta pelos olhos em spray –
caboclos tentando ser ingleses –
manifesta
               mãos à festa
                                    manifestassalto
                                                            mãos ao alto
                                                                               micareta Pindorama!

só o FUTEBOL nos une(?)
socialmente.
economicamente.
filosoficamente.
a bola sem arcaísmos, sem erudição.
natural e neológica. como jogamos. como somos.

às ruas como às burocracias dos celulares ao face –
curtir, or not curtir this is not the issue!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O gato e o muro


no muro,o gato está.
dono de seu talento

na rua, o olho está.
espreita cada individuo.

na caixa,dormir,o gato foi.
em rua,visto se é.

ruas raias
nuas caixas

muro,o alto.
gato,o belo






quinta-feira, 25 de outubro de 2012


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Desvirtuando Caê

(num almoço entre pobres)

Você traz a coca-cola
eu tomo,
mas sem sobremesa.
Eu, como você.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Renúncia


A cada corte do vento,
O não sentir.
A mão sobre o fogo,
Falta reflexo.
Corpo, suspenso,
Sendo sem sensação.
Apenas,
Passando...
Passando...
Passando...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Autoficção ou a literatura do mim


pô!
tô com a unha do dedo do pé esquerdo
encravada!

(ainda bem que não tenho twitter!)

Nirvana


e a certeza óbvia aos homens.

morte é não-desejo.

que se faça do medo silêncio
por fim

eternidade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fundo


ao fundo
música de guitarra e estardalhaço
gostoso

o telefone toca
repartição pública
do caralho

mais um verso
amassado
na burocracia da tarde.

sábado, 10 de março de 2012

Explicando Cabral


Anfión, com sua flauta,
vai ao deserto.

Na paz do vazio,

começa a tocar.

Porém,
surge o acaso
e fode com tudo.